O FENÔMENO DAS SEITAS

O FENÔMENO DAS SEITAS

Nietzsche, Marx e Freud, além de outros, pareciam ter destronado todos os “deuses” com suas idéias. No entanto, o que constatamos atualmente, é um fervilhar de novas expressões religiosas.

Elas proliferam por toda parte e uma de suas características é o sectarismo e a recusa de qualquer diálogo ou ecumenismo com a religião Católica e outras religiões cristãs tradicionais. Seu proselitismo é sem escrúpulos: instrumentalização da Bíblia, interpretada de maneira fundamentalista e fragmentária; abuso de experiências emocionais, ao ponto de levar seus adeptos a estados de alienação e de destruição da capacidade crítica e reflexiva.

 

O CRESCIMENTO DAS SEITAS

O crescimento dessas novas “religiões” é inegável. Nos últimos anos milhões de pessoas na América latina, que se identificavam com a fé católica, tinham passado para essas novas expressões religiosas.

Isso muito questiona a nossa Igreja e a nossa pastoral. O mesmo acontece na África. Já em 1990 já se falava de cerca de 10.000 seitas presentes na África. Na Ásia, a situação é alarmante, sobretudo nas Filipinas, onde se encontra a maioria dos católicos do continente.

A IGREJA DIANTE DAS SEITAS

Diante dessa situação, a Igreja Católica não pode ficar indiferente. Dizia um pároco: “Como pastor, sinceramente me inquieto e pergunto-me: não estaria vendo descuido em nosso trabalho evangelizador? Não estaria falha em nossa catequese?”

Certamente não devemos e nem podemos nos subtrair da responsabilidade que nos cabe. Será que o nosso anúncio do Evangelho não teria enfraquecido?

Será que não haveria necessidade de revermos nossos métodos  sermos mais criativos?

“UMA IGREJA EM SAIDA”

É o eu o papa Francisco nos indica. É urgente intensificar, nas paróquias, a dinâmica dos pequenos grupos onde se atenue o anonimado, criar espaços de acolhimento, encontro e diálogo.

Devemos também  denvolver formas de solidariedade fraterna que provoquem o “vede como se amam” dos primeiros cristãos.

A nossa acomodação propicia um campo extremamente favorável à proliferação. Tantos católicos aderem a esses movimentos religiosos por que acham neles algo vital que não encontram em nossas comunidades. Eles se dizem cansados de:

  • liturgias frias, de comunidades sem vivência fraterna, solidariedade e calor humano;
  • catequese distante da experiência e da linguagem do povo;didáticas e sendo o único meio de aprofundar sua fé.
  •  Bíblia não suficientemente valorizada...
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SALVAÇÃO NESSAS  NOVAS EXPRESSÕES RELIGIOSAS

Elas prometem prosperidade. E quem não a deseja sobretudo  na pobreza e carência de tudo.?

Elas vendem felicidade pela rádio e televisão, prometendo resolver todos os problemas pessoais, sociais, econômicos... Em vista disso esses grupos religiosos são procurados principalmente pela população mais pobre.

Quanto à salvação eterna, esses novos adeptos dessas expressões religiosas, por terem encontrados a Jesus e (como dizes) terem se “entregado” a Ele, consideram-se os primeiros na fila dos salvos. Os outros? Só se salvam se trilharem o mesmo caminho!

Estas novas expressões religiosas não dão muito valor ao diálogo e isso muito atrapalha a atividade missionária da Igreja Católica em todos os continentes.

Quanto ao ardor missionário, devemos reconhecer, elas tem muito a nos ensinar. O que nós não aceitamos é seu fanatismo excludente.

PARA PARTILHAR

1- Por que surgiram, em pouco tempo, tantas novas expressões religiosas?

2 – Qual a sua opinião sobre o conteúdo exposto?

3- Como evitar que os católicos passem para essas novas expressões religiosas?