O Papa recebe os prefeitos palestinos que pedem: "paremos com o muro da vergonha"

12/02/2015 00:15

A barreira construída por Israel já separa a cidade de Belém e agora ameaça o fértil vale de Cremisan, onde trabalham 58 famílias cristãs

Roma,

(Zenit.org) Redacao | 99 visitas

Encontraram-se com o Papa Francisco no final da Audiência Geral e depois conversaram por cerca de uma hora com o Secretário de Estado Vaticano, o card. Pietro Parolin. São os prefeitos de Belém, Vera baboun, e outros dois Primeiros cidadãos palestinos, Nael Salman de Beit Jala e Hani al-Hayek de Beit Sahour.

Na mesa de diálogo, a questão do muro de separação querido construído por Israel que, depois de ter cortado o território de Belém, ameaça a área fértil de Cremisã, onde trabalham 58 famílias cristãs. "O projeto elaborado por Israel pretende tirar a liberdade e sufocar definitivamente toda a área já separada por Jerusalém, onde o 50 por cento da população tem menos de 29 anos", explicam os prefeitos para Avvenire.

De acordo com eles "o traçado não responde a nenhuma exigência de segurança”, mas “tem como único objetivo separar as famílias cristãs das suas terras para confisca-las e ampliar a área das colônias israelenses que já ocupam naquela região a maior parte dos territórios palestinos".

O risco é o de drenar a presença cristã na Terra Santa. "Se prevalecer a política do fato consumado já iniciado pelo governo israelense – explica Vera baboun – nas nossas cidades não haverá mais cristãos em vinte anos. Estamos apenas apontando para todos a linha vermelha para a sobrevivência de uma presença cristã na área de Belém. É uma questão que eu acho que não deva interessar só a nós”.